Museu da Graciosa
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Abril 2025

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Moinho de vento

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Neste pólo museológico, localizado no lugar das Fontes, freguesia de Santa Cruz, o visitante tem a possibilidade de conhecer a arquitetura e o equipamento dos moinhos característicos da ilha Graciosa.

O Moinho de Vento das Fontes enquadra-se na tipologia “Moinho de torre” – moinho com corpo tronco cónico em alvenaria de pedra com cobertura giratória de madeira. Este tipo de moinho difundiu-se por toda a Península Ibérica a partir do século XVII e XVIII, substituindo os chamados “Moinhos de poste”. No entanto, a sua implementação nos Açores só se verificou no decorrer do século XIX. Anteriormente, o processo de moagem era garantido pelas atafonas – moinhos de tração animal - e pelas azenhas – moinhos de água. Na Graciosa, dada a inexistência de cursos de água, não há registos de moinhos de água; existiram, sim, dezenas de atafonas semelhantes à que pode ser visitada no núcleo sede do Museu.

O chamado “Moinho de torre”, pelas afinidades da sua morfologia e mecânica, será uma derivação do moinho flamengo ou nórdico (moinhos ingleses): a sua torre é tronco cónica e a sua cúpula é geralmente semiovóide com bico ou piramidal de secção octogonal. A cúpula semiovóide com bico, por exemplo, típica dos moinhos da Graciosa, é claramente de influência inglesa – designada de Oggy Shaped Cap – característica dos moinhos da região de Lincolnshire (região centro-oeste de Inglaterra). Este tipo de moinho está presente nas ilhas de São Miguel, Santa Maria, Graciosa e, com menos representatividade, na ilha Terceira. Por ter surgido primeiramente nessa ilha, é designado como moinho tipo de São Miguel.

A localização dos moinhos de vento obedecia a uma estratégia assente em dois parâmetros - proximidade com a população e altitude. Na Graciosa, ilha dominada pelo baixo relevo, os moinhos eram construídos sobre uma base circular murada a pedra designada por eira ou terreiro. A sua localização na periferia das freguesias permitia o fácil acesso pelos clientes e a altitude uma exposição mais eficaz aos ventos.

O Moinho de Vento das Fontes, como “Moinho de Torre”, apresenta um tronco cónico fixo em alvenaria de pedra constituído por dois pisos com respetivas portas e janelas. A cobertura é feita por uma cúpula de madeira giratória cujo movimento é acionado pelo rabo do moinho. Este está amarrado por corda ou corrente aos malhais de pedra, também designados por macacos ou espias de travamento. Este tipo de moinho raramente excede os seis metros de altura e o seu diâmetro na base oscila entre os cinco e os seis metros. A sua cúpula tem a configuração semiovóide e o velame ou armas é composto por quatro grades retangulares de réguas e travessas de madeira onde são aplicados os panos com forma idêntica.

O piso térreo servia a função comercial – podemos encontrar o tabuleiro ou caixão que recebe a farinha conduzida através do cano ou calha, bem como acessórios vários: sacas, pesos, balanças, e o insubstituível búzio que, ao ser soprado, indicava aos possíveis fregueses que o moinho estava pronto a operar. Esse piso e as imediações da eira eram muitas vezes palco de socialização entre o moleiro e os habitantes da localidade.

O piso superior é preenchido pelo “coração” do moinho – todo o mecanismo de moagem ou moenda – e era frequentado apenas pelo moleiro. Apesar da origem comum, o moinho holandês ou, em termos mais abrangentes, o moinho nórdico, foi recebendo em cada ilha onde foi implementado contributos vários tendo em vista o melhoramento do seu mecanismo. Através do engenho e talento de mestres locais, o moinho de vento da Graciosa recebeu um sistema de travão diferente do “moinho de torre” da ilha de São Miguel – sistema de picota – mais eficaz e mais leve de acionar do que o sistema de roldana.

            Os moinhos de vento da Graciosa foram experienciando ao longo da segunda metade do século XX um crescente abandono funcional – por um lado devido à redução drástica da produção de cereais na ilha e, por outro, devido ao surgimento da moagem a motor introduzida na ilha nas últimas décadas do século XX. No entanto, entre os 28 moinhos identificados na ilha Graciosa, boa parte encontra-se recuperada, mas cumprindo novas funções – alojamento turístico. Atualmente, é possível encontrar ainda um moinho a operar ocasionalmente na localidade de Fontes, na Canada de Trás-do-Pico.         

 

Horário de Funcionamento

Contactar o edificio-sede do Museu através do número (+351) 295 243 030

Morada e Contactos

Largo Conde de Simas , 17
9880-345 Santas Cruz da Graciosa
Telefone: (+351) 295 243 030
Email: [email protected]

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